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... jamais se proibiu rir, ou fartar-se, ou adicionar novas propriedades às antigas... ou deleitar-se em um concerto musical, ou beber vinho.
João Calvino, Institutas, livro III, XIX, IX.
APRESENTAÇÃO - V CENTENÁRIO DE CALVINO - 2009
O ano de 2009 será a oportunidade para comemorarmos os 500 anos do nascimento de João Calvino (10.7.1509), reformador de Genebra, cuja influência está presente em igrejas protestantes várias, como as reformadas e presbiterianas em todo o mundo. Embora célebre, na verdade ele é pouco conhecido entre nós. Os escritos e informações aqui expostos são dedicados à apreciação da vida e obra deste humilde servo de Jesus Cristo, que tinha como lema a seguinte oração: Ofereço-te meu coração, Senhor, pronta e sinceramente.
O espaço está aberto para receber contribuições várias como textos, notícias, resenhas, propostas. Sejam todos bem-vindos!
CALVINO E A MÚSICA - SALTÉRIO DE GENEBRA
- Salmos 5 e 6 (arquivo mid) - clique aqui
- Salmo 118 (partitura) - clique aqui
- HINO DO V CENTENÁRIO DE CALVINO (Em Rocha Firme - João Wilson Faustini) - partitura e mid - clique aqui
- Povo do Senhor - (partitura e letra) - clique aqui
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- ARTIGO -
SALMOS METRIFICADOS EM CANTAI TODOS OS POVOS
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- O Culto Reformado: Formas e Reformas/ O Saltério de Genebra da Josely Antonio - clique aqui
CADERNO ESPECIAL - CALVIN09

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O HUMANISMO SOCIAL DE CALVINO - Caderno 11 de O Estandarte

PREFÁCIO
Só se pode falar com simplicidade e clareza das coisas que se conhece a fundo. Depois de nos ter dado, em seu O Pensamento Econômico e Social de Calvino, uma análise profunda e original da ética social do reformador de Genebra, o pastor Biéler dá-nos agora um apanhado lúcido das convicções centrais que dominam essa ética.
Muitos leitores ficarão surpreendidos de encontrar aí um Calvino bem diferente da imagem que se tinha dele. Calvino – que nos parecia obcecado pela glória de Deus – um humanista? Calvino – acusado de ser o pai do laissez-faire capitalista – um socialista personista? Calvino – o autocrata – um defensor, sob tantos aspectos, da igualdade? O Prof. Biéler sabe do que fala. Os que quiserem aprofundar-se no sentido dessas afirmações poderão ir à obra principal do autor, e aí encontrarão provas pormenorizadas de tudo isso.
O fato é que Calvino é interpretado freqüentemente através do calvinismo. Esse calvinismo que optou por uma parte de sua herança e que deixou de lado aspectos importantes do pensamento de seu mestre. Às igrejas calvinistas tem, não raro, faltado coragem e vitalidade necessárias para o desempenho de sua missão profética, missão que, para Calvino, era um dever essencial da igreja.
Se Calvino tivesse sido ouvido, grandes males teriam sido evitados. Dou um exemplo: todo o mundo conhece a imensa importância que o slogan “a cada um segundo as suas necessidades, de cada um segundo as suas capacidades” tem para o comunismo. Lenine entende que o alvo final do comunismo será atingido quando esse slogan puder ser realizado. Lenine pensa que esse slogan vem de Marx; e Marx efetivamente o utilizou. Mas nem Lenine nem Marx se deram conta de que, nos comentários de Calvino (2Co 8.13-14), esse mesmo pensamento fora formulado trezentos anos antes. Calvino diz: “Deus deseja que haja tal analogia e igualdade entre nós que cada um socorra os pobres segundo as suas possibilidades a fim de que alguns não tenham em excesso enquanto outros sofram penúria”. Se as igrejas tivessem levado a sério esse ensino, não veríamos hoje esse pensamento profundamente bíblico deslocado de seu contexto cristão e transplantado para um contexto materialista e totalitário.
Confrontados, como somos hoje, por uma sociedade desorientada onde o sentido da solidariedade humana e da responsabilidade social se enfraquece mais e mais, sentimos chegado o tempo de redescobrir o ensino de Calvino sobre o humanismo cristão que, fundado sobre o humanismo de Deus, pressupõe uma sociedade onde o ser humano age na qualidade de responsável perante Deus e responsável por seus irmãos.
W. A. Visser’t Hooft
REVISTA TEOLOGIA E SOCIEDADE 5 - CALVINO, INTÉRPRETE DAS ESCRITURAS

QUEM ERA E QUEM É CALVINO? INTERPRETAÇÕES RECENTES
Eberhard Busch
GENEBRA, CALVINO E O TRATO COM OS HEREGES
Armando Araújo Silvestre
O DISCURSO DO PÃO DA VIDA: FUNDAMENTO BÍBLICO DA DOUTRINA EUCARÍSTICA DE JOÃO CALVINO
Claude Emmanuel Labrunie
CALVINO SOBRE A VIDA CRISTÃ
Eduardo Galasso Faria
KARL BARTH, LEITOR DE CALVINO
Adilson de Souza Filho
JOÃO CALVINO, INTÉRPRETE DAS ESCRITURAS: O HOMEM
E O SEU CONTEXTO
Lysias Oliveira Santos
O COMENTÁRIO DE CALVINO AO LIVRO DE DANIEL
José Adriano Filho
COMENTÁRIO DE CALVINO A 1 CORÍNTIOS
Paulo Sérgio de Proença
JOÃO CALVINO, LEITOR DE SALMOS
Marcos Paulo Monteiro da Cruz Bailão
Sermão:
JUBILEU DE CALVINO
Maurice Gardiol
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Editorial
A decisão de dedicar o presente número e o próximo de Teologia e Sociedade a João Calvino, vem ao encontro das comemorações, em 2009, dos 500 anos do nascimento do Reformador. Desde o princípio, seus discípulos em todo o mundo, embora conscientes da importância da data a ser celebrada, pensaram na maneira mais apropriada de fazê-lo, sem que a oportunidade de trazer sua memória viva para o nosso tempo fosse desperdiçada. A preocupação dentro do mundo reformado/presbiteriano foi evitar que o calor das celebrações levasse à rápida evaporação de seus objetivos mas que, ao contrário, propiciasse fruto maduro, digno do homenageado e do evangelho de Jesus Cristo.
De modo semelhante, pensou-se em evitar que a imagem desse humilde e dedicado servo de Deus se tornasse algo próximo de um “pop star”, contrariando não só o essencial de seu estilo de vida, como também aquilo que sempre almejou para si mesmo, ou seja, viver para a glória de Deus em primeiro lugar. Tratá-lo também de forma idolátrica, como um ícone, de maneira não crítica e ocultando suas naturais limitações, poderia ser a outra tentação.
Seria impossível, nesta ocasião, esquecer as decisivas palavras de Karl Barth, o teólogo do século XX, que nos fez lembrar o significado de Calvino no espectro maior da obra do reino de Deus? Suas palavras ainda hoje ressoam e fornecem diretrizes: “reconhecemos em Calvino um exemplo e um modelo na medida em que ele mostrou à Igreja de seu tempo, de maneira inesquecível, o caminho da obediência, obediência no pensamento e nos atos, obediência na vida social e política. Um verdadeiro discípulo de Calvino, pois, só pode fazer o seguinte: obedecer, não a Calvino, mas àquele que foi o mestre de Calvino.”
Teologia e Sociedade no.5 foi preparada de forma a não perder de vista as dificuldades e balizas acima mencionadas, contribuindo para que a obra de Calvino, que mais e mais deverá se submeter ao esforço de contextualização, venha servir de estímulo atualizador à tarefa evangelizadora em nosso país e na América Latina. Pelo menos dois dos seus textos fazem uma abordagem direta da crítica passada e atual à obra do Reformador francês. Dois outros constituem temas preparados para a Semana Teológica deste ano, no Seminário Teológico de São Paulo. Além de um texto que procura comparar a obra teológica de Calvino com a de Barth e um dos sermões vencedores no concurso do Jubileu, realizado em Genebra, os demais escritos são dedicados à obra de Calvino como intérprete das Escrituras, valendo-se de seu trabalho exegético sobre livros da Bíblia, em comentários ou preleções, já publicados em língua portuguesa: Salmos, Daniel e 1 Coríntios.
O cuidado com que a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, juntamente com calvinistas de outras igrejas de linha reformada, tem planejado sua participação neste evento de caráter internacional, indica o desejo de superar os entraves que entre outras coisas, têm impedido uma conscientização maior e real da contribuição única dada pelo Reformador de Genebra ao protestantismo de origem latina, do qual somos parte.
Nosso desejo é que o esforço aqui realizado, que por certo se juntará ao de muitos outros, ofereça contribuição pertinente para o momento que nos é dado viver como Igreja de Cristo no mundo. Soli Deo Gloria!
Rev. Eduardo Galasso Faria
Editor da Revista Teologia e Sociedade
MEDITAÇÕES - COM A PALAVRA A CADA SEMANA
- 8 Meditações do Rev. Silas de Oliveira - clique aqui
- 3 Meditações da Reva. Gizélia - clique aqui
- 4 Meditações do Rev. Silas de Oliveira - clique aqui
CALVINO COMENTARISTA DAS ESCRITURAS
Rev. Lysias Oliveira dos Santos
ARTIGOS DIVERSOS SOBRE CALVINO
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LINKS SOBRE CALVINO
ARTIGOS DIVERSOS SOBRE CALVINO
- A influência de Calvino na América Latina. André Biéler. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, dezembro 2004, p. 6 e 7.
- Encontro de pastores em Genebra. Rev. Paulo de Melo Cintra Damião. Estandarte, julho, 07, pp. 8 e 9.
- Jubileu de João Calvino 2009 – oportunidade para testemunho reformado mundial. Estandarte, novembro de 2007, p. 10.
- Qual a importância do legado de Calvino para os cristãos hoje? Estandarte, novembro de 2007, p.11 e 12.
- Jubileu de Calvino em planejamento. Estandarte, agosto de 2009, p. 5.
- João Calvino – Textos escolhidos. Estandarte, junho 2008, p. 5
-Celebremos o V Centenário de Calvino, do rev. Gerson, Estandarte de novembro 08, p. 2.
- Celebrar Calvino: Calvinolatria?
- Presente da França para o Mundo, Clifton Kirkpatrick
- Palavra do Presidente, Assir Pereira
- Por que o 21 de Março?
- Calvino e a primeira ceia no Brasil. Rev. Eduardo Galasso Faria. Revista Alvorada, 1,2,3.07. pp. 10.11.
- Comemorada a 1ª. celebração da Santa Ceia no Brasil. Rev. Richard W. Irwin.
Estandarte (Igrejas no Mundo: Feitos e Acontecidos, p. 4), julho de 2007.
- Um Fracasso. Rev. Gerson Correia de Lacerda
- Os primeiros tempos. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, dezembro 07, p. 6.
- Em Paris: o mestre Cordier. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, fevereiro 08, p. 10.
- Os anos de formação. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, fevereiro 08, p. 6.
- Superando incertezas. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, março 08, p. 5.
- A conversão. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, abril, 08, p. 6.
- Um livro muito especial. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, maio 08, p. 6.
- Ordenação de Calvino. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, junho 2008, p. 5.
- O imprevisível acontece! Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, junho 08. P. 4.
- Meditando e orando com João Calvino. Rev. Gerson Correia de Lacerda. Estandarte, Caderno Especial, junho de 2008.
- Memorial de João Calvino. Rev. Claude Emmanuel Labrunie. Estandarte, agosto de 2008, p. 7.
- Genebra precisava de Calvino. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, agosto de 2008, pp. 6 e 7.
- O pastorado em Genebra. Rev. Eduardo Galasso Faria. Estandarte, setembro de 2008, p. 6E
- TIVÉSSEMOS SERVIDO A HOMENS. Estandarte, outubro de 2008
- O Estandarte - Dezembro de 08 - CHOCOLATES COM SABOR PARADISÍACO MARCAM
- O Estandarte - Janeiro de 2009 - Estrasburgo uma transição providencia
- O artigo do rev. Marcos Nunes que está em Prática Pastoral: João Calvino, pastor da cidade de Genebra, Estandarte, outubro 08, p. 7.
- Um coração em chamas!
- Calvino e a Vida em Família
- 10 de julho – Aniversário de João Calvino
- "Calvino, 500" do prof. Pierucci, publicado na Folha de São Paulo em 12.7.09
ARTIGOS DIVERSOS SOBRE CALVINO
-Museu Internacional da Reforma. Rev. Armando Araújo Silvestre. Estandarte, julho 08, pp. 6 e 7.
- João Calvino, servo de Jesus Cristo
- Culto de ação de graças pelo aniversário de João Calvino
- A Fé Reformada e o Ecumenismo
ARTIGOS DIVERSOS SOBRE CALVINO
Jornal O Estandarte (publicação da IPI do Brasil)
- junho 08, p. 4.
- julho, 08, p. 7.
- agosto de 08, p. 7.
- setembro de 08, p. 6
- 3 orações de Calvino
- janeiro 09, p10 - Oração antes do sermão
ARTIGOS DIVERSOS SOBRE CALVINO
JOÃO CALVINO – VIDA E OBRA

1509
João Calvino nasceu em 10 de julho na cidade francesa de Noyon, sendo seus pais Gérard Cauvin e Jeanne le Franc, de origem burguesa. O pai, habilidoso em questões administrativas e escrivão do bispo de Noyon, teve outros quatro filhos. João foi destinado ao sacerdócio. Com a morte da mãe, quando tinha apenas 3 anos, passou a conviver no lar de duas famílias aristocráticas, com seus filhos .
1521
Após as primeiras letras, aos 12 anos, recebeu um benefício eclesiástico ao ser nomeado responsável pela capelania de la Gésine, pertencente à catedral de Noyon, que lhe garantiu a possibilidade estudar em Paris. Jovem inteligente, dedica-se ao aprendizado da língua latina, sob os cuidados do pedagogo Marthurin Cordier, do Colégio Sainte Barbe. Com ele passa a conhecer uma forma de piedade diferente, centralizada em Jesus Cristo.
1524-1528
Nesse período, na capital francesa, Calvino freqüentou como aluno interno, o Colégio Montaigu, no Quartier Latin, famoso por sua disciplina rígida e ortodoxia, estudando humanidades (filosofia aristotélica), como preparação para o curso superior de Teologia. A cidade vivia o impacto das perseguições e condenação às idéias de Martinho Lutero. Ao final de 5 anos de uma vida ascética, recebeu o título de Mestre em Artes.
Seu pai, tendo entrado em conflito com o bispo em Noyon, viu na carreira de jurisprudência um destino mais promissor para o filho e o encaminhou para a cidade de Orléans, a fim de estudar Leis. Foi a oportunidade para Calvino encontrar o primo Roberto Olivétan, que já havia aderido ao movimento reformador. Neste centro de humanistas interessados na renovação da Igreja e influenciados por Erasmo, dedicou-se ao aprendizado do grego com o professor Melchior Wolmar, de Wittenberg, adepto da Reforma. Apesar da resistência às idéias vindas da Alemanha, Calvino se torna um profundo admirador de Lutero e, paulatinamente, sua prudência humanista será transformada em radicalidade evangélica.
1529
Dando continuidade ao estudo de Direito, Calvino matricula-se na Universidade de Bourges, atraído pela fama do jurista italiano Alciati, capaz de utilizar os fundamentos teóricos do Direito para a construção de uma ordem jurídica prática, voltada para a realidade presente.
1531
Calvino, de volta a Noyon, discute com o clero o sepultamento de seu pai Gérard, que havia sido excomungado pela Igreja.
1532
Novembro: recebe o título de Licenciado em Leis. Com o falecimento do pai e o retorno a Paris, adota o projeto pessoal de seguir a carreira literária, com uma vida independente e, de certa forma, descompromissada. Aprofunda os estudos de grego e hebraico, acompanhando o novo curso dado pelos Preletores Reais, humanistas nomeados pelo Rei Francisco I. Ali se busca o estudo científico e livre das Escrituras e suas fontes, com uma perspectiva crítica sobre sua tradução latina (Vulgata).
Abril: Calvino publica, por conta própria, sua primeira obra, com teor humanista, tratando da tolerância como virtude do governante: Comentário sobre De Clementia, do filósofo latino Sêneca. Seu principal mérito foi desenvolver um método de trabalho literário que seria aperfeiçoado mais tarde, aos escrever os comentários aos livros da Bíblia.
1533
Uma profunda experiência religiosa de “súbita conversão”, que na verdade pode ter ocorrido de forma gradual, se iniciou provavelmente neste ano na vida do futuro reformador. Como escreveu no Comentário ao livro dos Salmos: “Deus subjugou meu coração e o dispôs à docilidade.”
Novembro, dia de Todos os Santos: o reitor da Universidade de Paris, Nicolas Cop, na abertura do ano letivo, pronuncia um discurso refletindo idéias luteranas que foram atribuídas à influência do amigo e jovem estudioso João Calvino. A forte reação dos teólogos da Sorbonne, faz com que os dois sejam cassados pelas autoridades, tendo que abandonar Paris, em direção ao sul (Saintonge). Calvino se refugiou por alguns meses em Angoûleme, na casa de um clérigo seu amigo, Louis de Tillet, e na vasta biblioteca de sua família, inspirado nos trabalhos de Lutero, iniciou a redação da Instituição da Religião Cristã Ali reinava Margarida de Navarra, irmã do rei da França, simpática às idéias evangélicas e protetora de seus seguidores.
1534
Na cidade de Nérac, encontra-se com o velho inspirador da Reforma na França (a estrela d´alva): Lefèvre d´Étaples. Dedica-se a escrever Psychopanichia, contestando a idéia anabatista do sono da alma após a morte, enquanto aguarda o juízo final. Em Poitiers, pregando a camponeses em uma gruta, teria ministrado a Santa Ceia pela primeira vez.
Maio: diante do clero em Noyon, Calvino renunciou aos benefícios que recebia da Igreja desde os doze anos e que lhe garantiram os estudos. Foi a última vez que esteve em sua cidade natal.
Outubro, 17: a colocação de cartazes criticando a missa não só em Paris, como em outras cidades e nas proximidades da residência do rei. A ousadia desencadeou em toda a França uma dura perseguição aos evangélicos.
1535
O refúgio de Calvino e seus amigos agora é a Basiléia, ao norte da Suíça, uma cidade reformada e pluralista. Para se proteger, vive discretamente em um quarto alugado e utiliza o nome fictício de Martinus Lucianus. Trava amizade com Farel, Viret, Bullinger. Lê os Pais da Igreja, Lutero, Melachton, Bucer. Embora distante de Paris, não fica calado.Utiliza sua pena para escrever.
Em junho foi publicada a primeira tradução reformada da Bíblia para o francês (NT), feita por seu primo Roberto Olivétan e patrocinada pelos valdenses. O prefácio, escrito por Calvino, é considerado seu primeiro texto publicado em francês: “Epístola a Todos os que amam a Jesus Cristo”. Igualmente, trabalha com ardor para concluir a obra que, de modo especial, haveria de fortalecer a caminhada da Reforma na Europa – Instituição da Religião Cristã. Em agosto redigiu o seu prefácio: “Epístola ao rei Francisco I”. Nele procurou mostrar ao rei que aqueles que ele perseguia eram os verdadeiros seguidores do evangelho e que a verdadeira Igreja de Jesus Cristo poderia estar encoberta aos olhos dos homens.
Na França, muitos de seus amigos são condenados e mortos na fogueira. Em janeiro, o rei havia suspendido a publicação de livros. Apesar dos obstáculos e de ser visto como ameaça à velha ordem política e religiosa, o protestantismo se espalha rapidamente pelo reino.
1536
Março: é publicada, na Basiléia, a 1ª. edição da Instituição da Religião Cristã, com seis capítulos, logo totalmente vendida. Como fugitivo, Calvino continua sua peregrinação. Viaja ao norte da Itália e é hospedado no castelo da duquesa Renata de Ferrara, que viera da França. Aí conheceu o poeta Clément Marot, também fugitivo e que, mais tarde, em Genebra, utilizaria seus dons escrevendo hinos para o Saltério de Genebra..
Maio, 21: pela ação do missionário francês Guilherme Farel que atuava em Genebra desde 1532 como enviado da protestante Berna, os cidadãos juraram pública e unanimemente “viver de acordo com a nova Fé Reformada” e, “a Palavra de Deus, abolindo todos os princípios papais.” Um ano antes, o Conselho Municipal decidira que a missa não seria mais celebrada em seu território. Assim, o clero, o bispo e o Duque foram praticamente expulsos.
A cidade precisava ser reorganizada, não só do ponto de vista religioso, mas também político e social. Farel, consciente da enorme tarefa à frente e das limitações, especialmente quanto aos recursos humanos, sentia-se aflito e sem perspectivas. Por seu turno, os genebrinos sentiam-se ameaçados em sua autonomia pelas pretensões de Berna e da Confederação Suíça ao norte, bem como pela Casa de Sabóia e seu Duque, ao sul. Diante da difícil situação, deviam estar prontos para lutar pela independência. Teriam êxito?
Julho: de Paris, como perseguido, Calvino se dirige à cidade de Estrasburgo com seus irmãos Maria e Antonio mas a estrada, obstruída por causa da guerra entre o rei da França e o imperador Carlos V, fez com que eles pernoitassem na cidade de Genebra. A inesperada visita de Farel e sua ameaçadora insistência, em nome de Deus, venceu a relutância do homem frágil e tímido de 27 anos, que pretendia se dedicar à literatura e viver uma vida calma. Como resultado, permanece na cidade sendo contratado para atuar, primeiro como “preletor das sagradas Escrituras” na Catedral de Genebra e, no final do ano, como pastor. Na nova situação, sentiu-se plenamente legitimado como reformador da Igreja, chamado por Deus para o desempenho dessa missão especial.
Outubro: Calvino, acompanhando Farel e Viret, participa de um debate público com padres católicos em Lausanne. Sua contribuição foi decisiva para que os reformadores tivessem um resultado favorável. A partir de então, passa a ser respeitado não só pela capacidade de argumentação como também pelo conhecimento revelado nas citações de memória dos principais teólogos dos primeiros cinco séculos da Igreja Cristã.
1537
A necessidade de um catecismo faz com que Calvino escreva e publique a Instrução na Fé, um pequeno resumo da Instituição, para os jovens e da população de Genebra.
1538
Abril: face aos artigos estabelecidos pelos pastores para regulamentar as questões religiosas e litúrgicas, os novos síndicos da cidade, opondo-se à idéia de Calvino, de autonomia da Igreja em assuntos espirituais, resolvem adotar o modelo de Berna, que não fazia a mesma exigência. Diante do descontentamento mostrado por Farel, Calvino e seus companheiros, o Conselho Municipal reagiu, expulsando-os da cidade por ocasião da Páscoa.
Dispostos a continuar servindo a Deus em qualquer outro lugar, Farel foi para Neuchatel. Calvino pensou em voltar à tranqüilidade e aos estudos em Basiléia, mas acabou convencido por Martinho Bucer a ir para Estrasburgo. Aí foi encarregado de pastorear uma comunidade de refugiados franceses e dar aulas de exegese na Escola de João Sturm, começando com a Epístola aos Romanos. Além do tempo dedicado a fazer uma autocrítica do ocorrido na Igreja de Genebra, aproveitou para aprofundar seus estudos de teologia, bem como da liturgia de Bucer.
1539
Setembro: atendendo à solicitação do Conselho de Genebra, Calvino prepara uma resposta magnífica a Sadoleto, descartando o apelo do cardeal para que Genebra voltasse à antiga fé católico-romana. Publica a 2ª. edição da Instituição, totalmente revista e ampliada para 17 capítulos, em latim(1539) e depois, em francês (1541). É publicado seu primeiro comentário às Escrituras, visando seus compatriotas: Romanos. Neste ano, após se inscrever na corporação de alfaiates de Estrasburgo, Calvino obtém o título de burguês.
Participa de colóquios internacionais organizados pelo Imperador visando a paz religiosa entre partidários da Reforma e os católicos. Primeiro, em Frankfurt (1539), depois, Hagenau, Worms (1540-41) e Ratisbona (1541). Nesses encontros, que não alcançaram o objetivo almejado por Carlos V, conheceu os teólogos alemães e se tornou amigo de Filipe Melanchton, braço direito de Lutero.
1540
Agosto: Guilherme Farel, em Estrasburgo, impetra a bênção sobre o matrimônio de Calvino com Idelette van Buren, viúva de um anabatista.
1541
Setembro, 13: diante dos problemas causados pela ausência dos reformadores, os Conselhos da cidade apelam para que Calvino retorne. Atendendo à solicitação, ele declara que deseja servir Genebra novamente e então, seus destinos são ligados para sempre. Suas condições: que fossem mantidos o Catecismo e a disciplina eclesiástica. É revogado o ato de 1538 pelo qual os pastores haviam sido expulsos. Publicação do Pequeno Tratado sobre a Santa Ceia.
Novembro, 20: são aprovadas, com algumas emendas, as Ordenanças Eclesiásticas propostas por Calvino para servirem como a nova ordem civil e religiosa para Genebra. Seguindo o modelo de Estrasburgo, ficou estabelecido que na Igreja existem quatro ofícios: pastores, doutores, presbíteros e diáconos. Ao diaconato competia a responsabilidade pelo grande Hospital, o atendimento aos pobres e doentes. Havia também o Consistório, (Presbitério) que cuidava da disciplina moral e espiritual. Era formado por 12 leigos (anciãos) eleitos pelos Conselhos da cidade, mais os pastores, em minoria. Calvino lutou para que a Igreja, sob a Palavra de Deus, tivesse autonomia em questões espirituais, sem ter que sofrer a interferência do poder civil, como acontecia nas igrejas da Alemanha e da Inglaterra.
1542
Julho: um primeiro filho, prematuro, Jacques, morreu 15 dias após o nascimento.
1544
Sebastião Castelio, diretor de colégio, contestou as idéias de Calvino e foi banido de Genebra. Mais tarde, na Basiléia, após a morte de Serveto, escreveu um folheto defendendo a liberdade dos hereges exporem suas idéias bem como a tolerância para com eles.
1549
Março, 29: morre Idelete, a esposa de Calvino.
1553
Agosto: Processo e morte de Miguel de Serveto. Como havia acontecido em Vienne, na França, o médico e teólogo espanhol Serveto também foi processado em Genebra por idéias consideradas heréticas, sendo a principal delas contra a doutrina da Trindade. Apesar da sua defesa pelos opositores de Calvino, ele acabou condenado pelo Pequeno Conselho.
Outubro, 27: consultadas, as Igrejas evangélicas suíças, aprovaram a condenação e morte de Serveto na fogueira. 350 anos mais tarde, em 1903, os reformados, como filhos reconhecidos de Calvino, ergueram em Genebra um monumento a Serveto, condenando o erro de seu mestre, “que foi o do seu século” – a intolerância.
1555
A afluência de estrangeiros em grande número na cidade, que passou a ter cerca de 20.000 habitantes, fez com que ocorresse uma significativa mudança na política de Genebra. A oposição a Calvino (os perrinistas) foi praticamente derrotada e ele se sentiu à vontade para se dedicar a outras importantes tarefas, como a obra missionária na França, sua pátria.
1557
Março, 7. Chegada de quatorze genebrinos, entre eles dois pastores, à França Antártica, na Baia da Guanabara, para evangelizar os indígenas e “edificar uma Igreja Reformada segundo a Palavra de Deus”. Enviados por Calvino, atendendo a um pedido de Nicolau Durand Villegaignon, acabaram sendo perseguidos e três deles foram mortos como mártires da causa reformada no Brasil.
1559
Organização do Sínodo Nacional das Igrejas Reformadas da França, altamente influenciado pelas idéias de Calvino.Última edição revista e ampliada da Instituição ou Institutas, agora com 4 livros divididos em 80 capítulos, completa um trabalho de toda sua vida. Logo se seguiram as traduções em diversas línguas.
Junho, 5: para atender às necessidades do mundo reformado Calvino, com dinheiro vindo de inúmeras doações, funda a Academia de Genebra com cursos a nível de formação e universitário (teologia, medicina e leis). Tendo como primeiro reitor Teodoro Beza, exerceu grande influência por seu alto nível de ensino e espiritualidade. Por ocasião da morte do reformador, eram 1500 os alunos matriculados, em sua maioria, estrangeiros. A Academia havia se tornado um importante centro missionário na Europa.
Foi somente neste ano que Calvino recebeu o título de “bourgeois”, saindo da condição de estrangeiro (habitant) na república de Genebra. Sua reconhecida influência só ocorreu na cidade de maneira indireta e por causa de seus dotes pessoais.
1562
Março, 1: com o massacre de protestantes em Vassy, iniciam-se as guerras religiosas na França.
1564
Fevereiro, 6: última pregação de Calvino na Catedral de São Pedro.
Abril, 27: despedida dos Conselhos e Pastores. A estes lembra que a obra da Reforma, deve continuar. Reconhece seus defeitos e fraquezas, pedindo perdão. Entre tantas visitas recebe a do amigo Farel, com 75 anos. Seus poucos pertences foram destinados à Academia de Genebra e aos refugiados.
Maio, 27: morte João Calvino, aos 55 anos incompletos, vítima de doenças que acompanharam seu frágil corpo durante toda a vida: gota, estômago, intestino, rins, pulmões. Suas últimas palavras: quanto tempo mais, Senhor? Sepultado em um túmulo simples, sem qualquer aparato, sequer uma lápide que o identificasse, hoje não se sabe o local exato de sua sepultura no cemitério, cumprindo-se assim um dos seus últimos desejos. Tendo vivido de maneira simples, seu desprendimento pessoal foi mantido até o fim da vida.
Além de uma vida dedicada como pastor, professor e estadista, João Calvino deixou, como fruto de um incansável e produtivo labor, um legado extremamente importante que está registrado em suas inúmeras obras: comentários à maioria dos livros da Bíblia, tratados sobre variados temas teológicos, cerca de dois mil sermões, número semelhante de cartas endereçadas a pastores, refugiados, personalidades religiosas e políticas, monarcas (Inglaterra, Suécia e Polônia). Traço marcante e indelével no conjunto de sua obra e pensamento, desde o Tratado da Santa Ceia até a última edição das Institutas, foi o empenho para conciliar, por um lado a busca da verdade e por outro, a restauração da unidade da Igreja, o que tem feito com que, mais e mais ele seja reconhecido como um dos precursores do movimento ecumênico moderno.
CALVINO 500 ANOS - PRINCIPAIS EVENTOS
- 01.06.08 – 12.01.09 - Debate sobre os Salmos: Salmos para hoje e amanhã – Genebra, Suíça
- 25.9.08 – 18.12.09 – Curso aberto na Faculdade de Teologia de Montpellier – Montpellier - França
- 01.10.08 – 31.5.09 – Calvino em questão – Paris, França
- 30.10.08 – 1.11.08 – Conferência: Calvino, reformador e santo? – Apeldoorn – Holanda
- 1.11.08 – Publicação sobre João Calvino – Genebra, Suíça
- 1.11.08- 2.111.08 – Espírito Santo e justiça: economia, ecologia, Oriente Médio – Colônia, Alemanha
- 2.11.08 – Jubileu de Calvino: publicação –Berna, Suíça
- 2.11.08 – Jubileu de Calvino – lançamento – Genebra, Suíça
- 20.11.08 – 28.11.08 - Simpósio: Calvino Ecumênico. Calvino católico? – Friburgo, Alemanha
- 26.11.08 – 28.11.08 – Conferência: Calvino, fundador de uma civilização? – Toulouse, França
- 27.11.08 -27.11.08 – Conferência: Calvino e os calvinistas na Hungria e em Stebenburgen – Tubinga, Alemanha
- 1.12.08 – Dois livros sobre a vida e obra de Calvino – Hannover, Alemanha
- 1.1.09 – 31.12.09 – Calvino. Excursões na França e na Suíça – Genebra, Suíça
- 1.1.09 – 31.12.09 – Calendário caligráfico, 2009
- 1.1.09 – 31.12.09 – Ano João Calvino – Orléans – França
- 16.1.09 – 17.1.09 – Conferência: Calvino, o déspota? – Hannover, Alemanha
- 20.1.09 -23.1.09 – Calvino: conferências em Princeton – Princeton, EUA
- 1.2.09 – Culto televisionado para o ano de Calvino, 2009 – Enden, Alemanha
- 3.2.09 – 5.3.09 – Filmes: Cinedebate/ Calvino 09 – Genebra, Suíça
- 5.2.09 – 21.21.09 – João Calvino: uma introdução à sua vida e obra – Basiléia, Suíça
- 8.2.09 – 9.2.09 – Conferência: Lutero e Calvino – Hannover, Alemanha
- 16.2.09 -30.5.09 – Ciclo de conferências: Universidade de Zurich, Alemanha
- 16.2.09 – 29.5.09 – Ciclo de conferências: Universidade de Berna, Alemanha
- 21..2.09 -20.9.09 - Concertos em Noyon – Noyon, França
- 1.3.09 – Nova edição das Institutas em húngaro
- 4.3.09 – 1.4.09 – Ciclo de conferências-debates: Os temas de João Calvino – Orléans, França
- 6.3.09 – Exposição: Calvino na Alemanha e na Europa – Berlim, Alemanha
- 16.3.09 – Simpósio Teológico Internacional – Villigst, Alemanha
- 21.3.09 – Concerto: “Post tenebras lux” - Genebra, Suíça
- 27.3.09 – Concerto: A paixão segundo são João – Genebra, Suíça
- 1.4.09 – 1.12.09 – Atividades na Catedral de São Pedro – Genebra, Suíça
- 15.4.09 – 18.4.09 – Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos: excursão educacional a Genebra
- 16.4.09 – 18.4.09 – Colloquium: Calvino: mito e realidade – Grand Rapids, EUA
- 24.4.09 – 31.10.09 – Apresentação: Um dia na vida de Calvino – Genebra
- 24.4.09 – 3.5.09 - Festival de Salmos: Cinco séculos de canto – Genebra
- 25.4.09 – Rally ecumênico para crianças – Genebra, Suíça
- 25.4.09 – 26.4.09 - Encontro sobre Calvino na Bretanha, Inglaterra
- 28.4.09 – Apresentação: As preleções de Calvino – Noyon, França
- 20.5.09 – 24.5.09 – “Kiechentag” na Alemanha: Fórum reformado sobre Calvino, Bremen
- 24.5.09 – 27.5.09 – Conferência internacional: Calvino e sua influência, 1509-2009 – Genebra, Suíça
- 27.5.09 – 30.9.09 – Exposição: Calvino e o mundo dos livros – Genebra
- 31.5.09 – Culto do Pentecostes: televisionado – Genebra, Suíça
- 31.5.09 – 7.6.09 - Semana de Festival sobre Calvino em Herborn, Alemanha
- 1.6.09 – Evento musical em Paris
- 1.6.09 – Trabalhos em Escola Secundária – Genebra, Suíça
- 1.6.09 – Conferência: O “calvinismo”: expansão, implantação e adaptação na Europa – La Rochelle, França
- 9.6.09 – 21.6.09 – Calvino na Igreja de Saint Gervais – Cerimônia oficial do Jubileu de Calvino – Genebra, Suíça
- 19.6.09 – 20.6.09 - Calvino e a Confissão Teológica de Barmen – Wuppertal, Alemanha
- 20.6.09 – 18.7.09 – Exposição: “Ninguém é profeta...” – Genebra
- 25.6.09 – 28.6.09 – Conferência Internacional sobre Calvino – Mainz, Alemanha
- 1.7.09 – 26.7.09 – Apresentação: Jean Calvin. Em frente ao mural da Reforma – Genebra
- 1.7.09 – 26.7.09 – Vila huguenote – Genebra, Suíça
- 1.7.09 – 31.12.09 – Vinho especial Calvino 09
- 7.7.09 -12.7.09 – Conferência: O reflexo de Calvino em nossa civilização e na sociedade – La Baume les Aix, França
- 10.7.09 – Cerimônia de comemoração do aniversário – Genebra
- 10.7.09 – Festival de Calvino em Berlim, Alemanha
- 11.7.09 – Exposição: Eles traziam Calvino em sua bagagem – Calvino e os huguenotes – Bad Karlshafen, Alemanha
- 29.07. 09 – 29.11.09 – Teatro ao ar livre na cidade velha – Genebra
- 1.09.09 – Conferência: Calvino e/ em Estrasburgo – França
- 3.09.09 – 5.09.09 – Congresso na Univesidade de Siegen – Siegen, Alemanha
- 1.10.09 – Conferência da Sociedade Reformda – Emden, Alemanha
- 1.10.09 – Conferências e estudos – Arras, França
- 16.10.09 – 17.10.09 - Colloquium: O calvinismo e as artes – Lyon, França
- 16.10.09 – Conferência Conferência: A modernidade estética do iconoclasmo – Lyon, França
- 17.10.09 – Concerto: Música Renascentista – Lyon, França
- 24.10.09 – Colloquium: Calvino e a modernidade – Grenoble, França
- 29.10.09 – 31.10.09 – Assembléia Geral da Aliança Reformada Mundial na Alemanha
- 30.10.09 – 1.11.09 – Encontro cerimonial: Protestantes em Festa – Estrasburgo, França
- 1.11.09 – Estátua de Calvino – Orléans, França
- 1.11.09 – Semana de Estudos: Calvino e Hobbes – Paris, França
- 3.11.09 – 15.11.09 – Musical da Juventude “Geração Calvino” – Genebra
- 12.11.09 – 13.11.09 – Colloquium na Universidade de Orléans, França
EVENTOS NA AMÉRICA LATINA
- 25.4.08 – Publicação: João Calvino: Textos Escolhidos. Seminário Teológico de São Paulo (IPIB)
- 6.12.08 – Lançamento da Revista Teologia e Sociedade 5, sobre João Calvino – Seminário Teológico de São Paulo
- 1.09 – Publicação: O Humanismo Social de Calvino – André Biéler – reedição, Cadernos de O Estandarte (IPIB), São Paulo
- 21.3.09 (nível regional) – Culto Especial com celebração da Ceia [celebração da 1a. Ceia calvinista nas Américas (1557)] – São Paulo
- 22.3.09 (nível de igrejas locais) – Culto Especial com celebração da Ceia [celebração da 1a. Ceia calvinista nas Américas (1557)] – São Paulo
- 4.09 - João Calvino Hoje – Secretaria de Educação Cristã/ Secretaria de Missões IPIB – São Paulo
- 4.09 – Aula histórica – João Calvino e a Tradição Reformada - DVD
- 5. 09 – Publicação: A Humanidade de Calvino.Cadernos de O Estandarte, São Paulo
- 6.09 – Simpósio: Calvino e a Educação – Seminário Teológico de Londrina e 1ª. IPI São José do Rio Preto
- 1.6.09 – Consulta sobre Calvino. Publicação da Aipral – Buenos Aires, Argentina
- 10.7.09 – Culto Especial de aniversário de João Calvino – São Paulo
- 8.09 – Semana Teológica sobre Calvino – Seminário Teológico de São Paulo (IPIB)
- 8.09 – Concurso: monografia sobre João Calvino – São Paulo
- 8.09 – Publicação: O Sentido Presbiteriano da Vida, de John Mackay – IPI do Brasil
- 9.09 - primeira quinzena – Calvino 500 anos: Congresso universitário em São Paulo
- 9.09 – Fundação da Sociedade de Estudos João Calvino – Congresso universitário em São Paulo
- 6.12.09 – Revista Teologia e Sociedade 6, sobre João Calvino – Seminário Teológico de São Paulo
BIBLIOGRAFIA SELECIONADA
JOÃO CALVINO E TRADIÇÃO REFORMADA
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ALMEIDA, Joãozinho Thomaz de. Calvino e sua Herança. Vitória, 1996.
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BEZA, Theodoro. A Vida e a Morte de João Calvino. Campinas: Luz para o Caminho, 2006.
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__________.A Força Oculta dos Protestantes. S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999
__________. O Pensamento Econômico e Social de Calvino. S. Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990.
CALVINO, João. COMENTÁRIOS. Exposição de 2 Coríntios. S. Paulo: Editora Paracletos, 1995.
__________. Exposição de 1 Coríntios. São Paulo: Editora Paracletos, 1996.
__________. Exposição de Hebreus. São Paulo: Editoria Paracletos, 1997.
__________. Exposição de Romanos. São Paulo: Editora Paracletos, 1997.
__________. Exposição de Efésios. São Paulo: Editora Paracletos, 1998.
__________. Exposição de Gálatas. São Paulo: Editora Paracletos, 1998.
__________. As Pastorais. São Paulo: Editora Paracletos, 1998.
__________. O Livro dos Salmos. São Paulo: Editora Paracletos, vs. 1 e 2, 1999.
__________. O Profeta Daniel. São Paulo: Editora Paracletos, v.1, 2000.
_________. Efésios. São José dos Campos: Editora Fiel, 2007.
_________. Gálatas. São José dos Campos: Editora Fiel, 2007.
CALVINO, João. As Institutas. Edição clássica. S. Paulo: Cultura Cristã, 2006, 2ª. edição, 4 vs.
_________ . As Institutas. Edição especial com notas para estudo e pesquisa. Tradução da edição francesa de 1541. S. Paulo: Cultura Cristã, 2006. 4 vs.
_________. Instrução na Fé. Princípios para a Vida Cristã. Goiânia: Logos, 2003.
_________. O Livro de Ouro da Oração. S. Paulo: Novo Século, 2003.
_________. A Verdadeira Vida Cristã. S. Paulo: Novo Século, 2000.
______________. Beatitudes. Sermões. As Bem-aventuranças. Tradução de Júlio Zabatiero. S. Paulo: Fonte Editorial, 2008
______________. Cartas de João Calvino. S. Paulo: Cultura Cristã, 2009
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___________ (ed) . João Calvino - Textos Escolhidos. S.Paulo: Pendão Real, 2008.
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LUTERO, Martinho e CALVINO, Jean. Sobre a Autoridade Secular; Sobre o Governo Civil. S. Paulo: Martins Fontes, 1995
LOPES, Augustus Nicodemus. Calvino, o Teólogo do Espírito Santo. S. Paulo: PES, 1996.
LUZ, Wadir Carvalho. John KNox. O Patriarca do Presbiterianismo. S. Paulo: Cultura Cristã, 2001.
McGRATH, Alister. A Vida de João Calvino. S. Paulo: Cultura Cristã, 2004.
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JUBILEU DE JOÃO CALVINO - SERMÃO
Leituras bíblicas: a) Deuteronômio 15.7 b) Lucas 16.19-31 c) Atos 2.1-13
A Palavra de Deus não é para nos ensinar a tagarelar, nem para nos tornar eloqüentes e sutis, mas para reformar nossas vidas. (Calvino)
À semelhança das massas populares presentes em Jerusalém no dia de Pentecostes, nós também podemos perguntar: qual é o significado para hoje, no contexto da globalização, deste evento que fala da formação de uma multidão em que cada um era capaz de compreender o outro apesar de suas diversas origens e línguas? Ou melhor, como podemos entender a palavra de Jesus prometendo-nos vida abundante enquanto inúmeras pessoas vivem na pobreza, vítimas de violência e injustiça?
Jesus apresenta suas palavras juntamente com sinais de cura. Mas ele também denunciou, algumas vezes com palavras duras, aqueles que, baseados em sua interpretação da Lei, mantinham os pobres na marginalidade. O Espírito Santo congrega as pessoas mas, ao mesmo tempo, convida-as a viver no caminho da reconciliação, que destrói as barreiras do ódio e da discriminação.
Calvino, fiel à mensagem do evangelho, fundou o Hospital Geral de Genebra para atender às necessidades dos empobrecidos e oferecer acolhida aos sem-teto de seu tempo. No entanto, ele também atuou considerando as causas da pobreza nas áreas urbanas. Uma das causas mais importantes da miséria em sua época era a ignorância que prevalecia na maioria das famílias pobres. Em contrapartida, ele abriu escola gratuita para todos, criando o Colégio e a Academia para os jovens a fim de lhes oferecer meios especiais para adquirir novos conhecimentos, capacitando-os para saber falar e se conduzir.
Em seu Catecismo e Comentários sobre as sagradas Escrituras, Calvino ressaltou diversos elementos que no seu entender, deveriam fazer parte da fidelidade a nosso Senhor Jesus Cristo. Apesar da certeza de que somente a graça nos salva, sua Lei continua a ser o pedagogo capaz de orientar nossas decisões. Como disse ele, somos os lugar-tenentes de Deus no centro de sua criação, isto é, somos responsáveis por sua sustentabilidade e desenvolvimento, a fim de defender o “belo” e o “bom” delineados por ele em seu projeto. O Espírito é aquele que nos permite realizar esta obra comum de sabedoria. Ele liberta do rigor da Lei, mas nos torna responsáveis pela elaboração de uma ética que combine visão e missão em relação à criação. Em conseqüência,
Calvino insiste no fato de que o mandamento “não furtarás”, refere-se primeiramente e acima de tudo aos ricos caso falhem em suas responsabilidades, roubando assim os destituídos da parte que lhes é devida. Nesta mesma linha, sendo o trabalho uma vocação de Deus e o salário sinal de sua providência, privar alguém de seu trabalho com o propósito de aumentar o próprio lucro é algo considerado um crime pelo Reformador!
Calvino não condena os ricos. Pelo contrário, ele os considera como pessoas a quem Deus confiou grandes responsabilidades, julgando-as capazes de desempenhá-las. Ao redistribuir uma parte de suas riquezas, ainda que por meio de impostos, eles são chamados a ser despenseiros da graça de Deus. Entretanto, se por uma infelicidade eles se omitem na prestação deste serviço e buscam apenas acumular os bens recebidos, eles se tornam semelhantes aos israelitas no deserto que, por avidez ou desconfiança, esconderam o maná. Assim, a provisão cuidadosa de Deus para atender sua necessidade de alimento apodreceu em suas bolsas (cf. Êxodo 16).
No entanto, Calvino não considera os pobres sejam justificados em todas as suas palavras e atos simplesmente por causa de sua pobreza. Ele censura aqueles que reclamam sem se esforçar ou que saqueiam e roubam tudo o que podem. Fazendo isso, eles cometem o sacrilégio de tentar tirar da mão do próprio Deus aquilo que ele reservou para outras pessoas.
Somente o equilíbrio entre as responsabilidades de cada um pode garantir os bens comuns e os bens pessoais. Estas responsabilidades só poderão ser realmente exercidas se todos reconhecerem que elas nada são sem a graça de Deus. No comentário ao Sermão do Montanha, o Reformador diz: “Portanto, tenhamos em conta a necessidade de que a port do..." para si mesmo... erdadeira auto-negaçpobreza penetre em nós e elimine todo orgulho e presunção, até compreendermos que nada somos. Aquele que se julga pobre, isto é, que exerce voluntariamente a verdadeira auto-negação e nada atribui a si mesmo... Esta pessoa, digo eu, é abençoada...”
Estas poucas reflexões nos encorajam a refletir sobre a maneira de considerarmos nossa riqueza e nossa pobreza. Entretanto, ao mesmo tempo, elas nos levam a perguntar sobre o atual funcionamento da economia, suas motivações e propósitos.
Quando aprendemos que a água está sendo privatizada em alguns países latino-americanos, africanos e asiáticos, e o resultado tem sido a quadruplicação de seu preço; quando lemos que a saúde e a economia da população de Camarões estão ameaçadas pela importação massiva de frangos congelados em condições impróprias para o consumo; quando sabemos que companhias privam milhares de pessoas de seu trabalho somente para aumentar seus lucros e contentar seus acionistas; quando assistimos a destruição de florestas tropicais para a fabricação de móveis de luxo; então, realmente temos razões para estar exasperados. Reconhecemos primeiramente e sobretud,o que não honramos as obras da criação. Pelo contrário, estamos envolvidos em um trabalho de “des-criação”, do qual todos, ricos ou pobres, seremos vítimas um dia.
Mesmo assim, todas as informações que recebemos não farão sentido se nos desanimam ou nos culpam. Bem ao contrário, devemos ouvir as palavras bíblicas que nos lembram também a força que temos para agir.
Há uns trinta anos, os pastores André Biéler e Lukas Vischer juntamente com outros cristãos da Suíça de fala francesa, lançaram a Declaração de Berna. Aqueles que aderiram se comprometeram a fazer um pagamento sistemático de 3% de suas rendas para sustentar projetos de desenvolvimento. As notícias sobre a Declaração de Berna serviram também como uma oportunidade para diversas organizações públicas aumentarem sensivelmente sua participação em projetos semelhantes. Posteriormente, outros membros de nossas igrejas constituíram um grupo de acionistas críticos em meio à Assembléia Geral de uma empresa multinacional. Estas iniciativas, seguidas de outras do mesmo gênero, levaram a maioria dos bancos a propor sistemas de investimento coletivo com critérios éticos ou desenvolvimento sustentável.
Estes exemplos e muitos outros ao nosso redor, não são sinais de que o Espírito do Pentecostes continua soprando? Esta é exatamente a direção a ser seguida. De nada adiantará reclamar dos custos dos encargos sociais se nossas empresas não levam suas responsabilidades mais a sério, pelo menos concordando em manter os postos de trabalho dos menos capacitados que no entanto, necessitam de um trabalho e um salário. Quando será que a Bolsa levará em conta esta atitude construtiva das empresas, pelo menos tanto quanto busca seus resultados financeiros?
Retornando a nossas perguntas iniciais sobre o significado do evento do Pentecostes ou ao modo de considerarmos as promessas de Jesus, podemos nos maravilhar porque o sentido da mensagem do evangelho recupera para nós o ponto central de uma ética que coloca a comunidade humana no centro de nossas preocupações e atividades. Indo direto a este ponto central, convidamos Calvino novamente, por meio de uma “oração antes de iniciar o trabalho”, escrita em 1562, da qual, penso que um trecho é apropriado para a conclusão de nossa meditação:
“..Senhor, que te agrades em assistir-nos com o teu Espírito Santo a fim de que possamos estar aptos a exercer nossa profissão e chamado com fidelidade, sem qualquer fraude ou engano,e que possamos da nossa parte seguir a tua direção mais do que satisfazer nossa cobiça por mais riqueza; que te agrades ainda em tornar próspero o nosso trabalho, dando-nos a coragem para atender aos necessitados, pelo poder que nos garantirás, preservando-nos verdadeiramente humildes, de forma que não nos consideremos superiores àqueles que não têm recebido tal generosidade e liberalidade.”
* Maurice Gadiol, diácono da Igreja Protestante de Genebra, foi um dos vencedores do concurso realizado para premiar os melhores sermões referentes à celebração dos 500 anos do aniversário de João Calvino. www.calvin09.org Tradução: EGF.
Referência bibliográfica
Jean Calvin. Commentaire sur les cinq livres de Moïse.
_________ Commentaire du Nouveau Testament.
_________ Institution de la religion chrétienne.
André Biéler. La pensée économique et sociale de Calvin. Georg Genève, 1959. Em particular o capítulo IV: “As riquezas e o domínio do poder econômico.” Em português: O Pensamento Econômico e Social de Calvino. S.Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990.
CALVINO EM FRASES
- O Senhor jamais deixou-se estar sem testemunho... pois as avezinhas canoras cantavam Deus... os rios as fontes lançavam-lhe olhadelas, as plantas e as flores sorriam-lhe. (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- Pois Ele os retirou da sujeição a Faraó... a fim de colocá-los em liberdade. E os acompanhou noite e dia durante sua fuga, como fugitivo entre eles. (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- E Ele foi dado não somente aos israelitas mas a todos os homens, de todos os povos e regiões, para que por meio dele a natureza humana fosse reconciliada com Deus... (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- Ele é o nosso único Salvador no qual jaz inteiramente nossa redenção, paz, justiça, santificação, salvação e vida... (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- Todas as criaturas têm glorificado a Jesus Cristo. Ao seu comando, os ventos cessaram, o mar agitado apaziguou-se... muitos corpos foram ressuscitados. (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- Sem o evangelho não podemos sabe r o que Deus nos ordenou... não temos capacidade para distinguir entre o bem e o mal... sem o evangelho toda riqueza é pobreza... (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- O evangelho é palavra de vida e verdade. (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- Se temos Jesus Cristo conosco, não encontraremos coisa alguma maldita que não seja bendita por Ele... (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- Tudo aquilo que de bem se poderia pensar ou desejar encontra-se unicamente em Jesus Cristo. (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- Por meio dele (Jesus Cristo) a rudeza foi suavizada, ... a fraqueza fortificada, ... o desprezo desprezado, ...a vingança vingada, a condenação condenada... (Calvino, Prefácio ao Novo Testamento)
- A santa Escritura... é o mais importante e precioso bem de que dispomos neste mundo... Calvino, Segundo Prefácio)
- A Escritura é a luz que nos guia... para que não tropecemos como pobres cegos... (Calvino, Segundo Prefácio)
- A verdadeira piedade consiste em um zelo puro que ama a Deus como Pai e adota a sua justiça... (Calvino, Instrução na Fé)
- Na verdade, a inteligência do homem é cega, coberta de erros infinitos e sempre contrária à sabedoria de Deus. (Calvino, Instrução na Fé)
- Cristo é aquele em quem a garantia da nossa eleição é apresentada se o recebemos e aceitamos pela fé. (Calvino, Instrução na Fé)
- Cristo é a garantia pela qual a vida é tanto selada como confirmada em nós. (Calvino, Instrução na Fé)
- Não se deve conceber a fé cristã como um mero conhecimento de Deus... que se move no cérebro sem tocar o coração... (Calvino, Instrução na Fé)
- A fé é uma confiança firme e sólida do coração, pela qual nos apoiamos com segurança na misericórdia de Deus... (Calvino, Instrução na Fé)
- A fé é uma luz do Espírito Santo pela qual nossas mentes são esclarecidas e nossos corações confirmados... na verdade de Deus... (Calvino, Instrução na Fé)
- Estando mortos para o pecado e para nós mesmos, devemos viver para Cristo e sua justiça. (Calvino, Instrução na Fé)
- Porque diante de Deus não há justiça pelas obras, a não ser aquela que corresponde à própria justiça de Deus. (Calvino, Instrução na Fé)
- Ora, mesmo aqueles que progrediram na Lei do Senhor estão ainda muito distantes na obediência perfeita que ela exige. (Calvino, Instrução na Fé)
- Nós sempre necessitamos de Cristo para que a sua perfeição possa cobrir nossa imperfeição. (Calvino, Instrução na Fé)
- Deus, o criador, eternamente sustenta, mantém e dá vida a tudo o que já foi criado. (Calvino, Instrução na Fé)
- Nós o chamamos “Jesus”... porque Ele foi enviado para salvar o seu povo de seus pecados. (Calvino, Instrução na Fé)
- O título “Cristo” significa que... Ele foi plenamente dotado com todas as graças do Espírito Santo. (Calvino, Instrução na Fé)
- Ele vestiu a nossa carne a fim de que, sendo feito Filho do homem, nos tornasse filhos de Deus com Ele. (Calvino, Instrução na Fé)
- Ele morreu para vencer com sua morte a morte que era contra nós. (Calvino, Instrução na Fé)
- Podemos, pela sua ressurreição, ter plena confiança de obter vitória sobre o domínio da morte. (Calvino, Instrução na Fé)
- Pelo poder do Espírito, Cristo faz, sustenta, mantém e vivifica todas as coisas. (Calvino, Instrução na Fé)
- É o Espírito que inflama nossos corações com o fogo do amor ardente para com Deus e para com o próximo. (Calvino, Instrução na Fé)
- A Igreja é católica, isto é, universal, porque não existem duas ou três igrejas, mas todos os eleitos de Deus estão unidos e ligados em Cristo. (Calvino, Instrução na Fé)
- A fé acredita que Deus é nosso Pai; a esperança espera que Ele atuará sempre dessa maneira para conosco. (Calvino, Instrução na Fé)
- O reino de Deus consiste em conduzir e governar os seus pelo seu Santo Espírito. (Calvino, Instrução na Fé)
- Mesmo que tudo nos falte, Deus todavia, nunca nos abandonará. (Calvino, Instrução na Fé)
- Os sacramentos são instituídos por Deus como um exercício para nossa fé.(Calvino, Instrução na Fé)
- Na Ceia... Cristo nos é apresentado com todas as suas riquezas... como se estivesse diante de nossos olhos. (Calvino, Instrução na Fé)
- Como o pão nutre e sustenta e preserva a vida do nosso corpo, assim o corpo de Cristo é a comida e a proteção da nossa vida espiritual. (Calvino, Instrução na Fé)
- Quando o sol brilha, por que é senão para iluminar-nos? E a lua, e as estrelas, não são elas também ordenadas para o nosso serviço? (Calvino, Sermão XLIII, sobre Efésios 6.1-4)
- Quando, pois, Deus nos tem assim aquinhoado... além de que nos criou à sua imagem e semelhança, não está aí um bem inestimável? (Calvino, Sermão XLII sobre Efésios, 6.1-4)
- O homem foi investido mestre e senhor na terra com a condição de que estivesse sempre sujeito a Deus. (Calvino, Comentário aos cinco livros de Moisés, Gn 2.16)
- Os males e misérias... de que o homem está cercado... são como que um preâmbulo de morte, até que a morte o haja tragado inteiramente. (Calvino, Comentário aos cinco livros de Moisés, Gn 2.17)
- Ainda que o homem esteja corrompido, contudo, o Criador celeste retém sempre diante de Si o fim de Sua criação... para amá-lo e ter-lhe solicitude. (Calvino, Comentário aos cinco livros de Moisés, Gn 9.3)
- O Senhor de misericórdia... não entregou os homens a inteira perdição; pelo contrário, tem-no sustentado e suportado em doçura e paciência... (Calvino, Comentário aos cinco livros de Moisés, Gn 8.21)
- A grandeza e a graça adquirida por Jesus Cristo é bem mais vasta que a magnitude da condenação em que o gênero humano foi envolvido... (Calvino, Comentários ao NT, Rm 5.15)
- Cristo é o começo da segunda e nova criação, porquanto a primeira decaíra na ruína do primeiro homem. (Comentários ao NT, 1 Co 15.45)
- O Reino da justiça não vem a se estabelecer senão quando Cristo nos liberta do domínio da Lei. ( Calvino, Comentário de Romanos, 7.5)
- A liberdade cristã faz com que as consciências,... liberadas da lei, obedeçam deliberadamente à vontade de Deus. (Calvino, Institutas III,XIX,4)
- Em nenhum lugar é proibido ou rir, ou fartar-se, ou deleitar-se com instrumentos de música, ou beber vinho. (Calvino, Institutas, III,XIX,9)
- Quando alguém... se deixa engolfar em prazeres desregrados, embriaga a alma e o coração... longe ele está do santo e legítimo uso dos dons de Deus. (Calvino, Institutas, III,XIX,9)
- A regra do bom uso dos dons de Deus é a sobriedade. (Calvino, Institutas, III, XIX,9) Deus não nos deu muitas coisas que devamos ter em estima, sem que nos sejam elas realmente necessárias? (Calvino, Institutas, III,X,2)
- Os que usam deste mundo devem fazê-lo... como se dele não usassem. (Calvino, Institutas, III,X,4 e 5).
- A fé não pode ser separada das boas obras e as boas obras não procedem senão da fé. (Calvino, Comentários NT, Tg 2.18)
- Não há capacidade, nem indústria ou aptidão que não se deva reconhecer como provinda de Deus. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 25.15)
- Aprendamos a depender da bondade de Deus a cada hora. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 6.11)
- Deus provê indiferentemente a todos daquilo que a terra produzirá. (Calvino, Comentários aos livros de Moisés, Ex 23.10-11)
- Quanto à desigualdade que é contrária ao temperamento de Deus, outra coisa não é que uma corrupção que provém do pecado. (Calvino, comentário aos livros de Moisés, Gn 1.27)
- Ora, de onde vem que as serpentes nos poupem, senão porque Deus lhes contém a natureza venenosa? (Calvino, comentário aos livros de Moisés, Gn 2.19)
- Sabemos que a terra como que foi mudada por causa do homem. Os próprios céus disso apresentam sinais....É preciso que os céus sejam renovados. (Calvino, sermão XI sobre 1 Co 11.2-3)
- Porque Cristo faz a todos um. (Calvino, Comentários ao NT, Gl 3.28)
- Cristo é o cabeça do homem e da mulher sem nenhuma diferença... (Calvino, Sermão XI sobre 1 Coríntios 11.2-3)
- Deus ama as virtudes políticas... porque servem a um fim que Ele aprova. (Calvino, Comentários ao NT, Mc 10.21)
- Se, pois, devem os servidores obedecer a seus mestres, não o é senão no bem. (Calvino, Sermão XII sobre Tt 1.6-14)
- Deus aos mestres não mais permite que o que lhes permite a regra da caridade. (Calvino, Comentários ao NT, Ef 6.9)
- Deus não valoriza menos a causa daquele que seja o mais abjeto de todo o mundo que a causa do mais poderoso rei. (Calvino, Comentários ao NT, Ef 6.9)
- O Reino de Jesus Cristo se estende a todos os homens, indubitavelmente...(Calvino, Comentários ao NT, Jo 17.2)
- Deus dá-nos a Ceia como um espelho em que contemplamos nosso Senhor Jesus Cristo... (Calvino, Pequeno Tratado da Santa Ceia)
- A obediência a príncipes e magistrados se ajusta bem ao temor e serviço a Deus. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 22.21)
- Se os príncipes usurpam algo da autoridade de Deus, não há obedecer-lhes senão até onde se possa fazer sem ofender a Deus. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 22.21)
- Devemos estar sujeitos aos homens que têm preeminência sobre nós, não, entretanto, de outra forma senão em Deus. (Calvino, Institutas IV, XX,32)
- Doutrina geral é que almejemos a conservação do estado e da paz das potestades ordenadas por Deus. (Calvino, Comentários ao NT, 1 Tm 2.2)
- Mesmo quando os tiranos dominam, vemos que há grandes corrupções, contudo ainda é isso mais tolerável do que se nenhuma ordem houvesse. (Calvino, Sermão XI sobre 1 Timóteo 2.1-2)
- Ainda que haja diabos assanhados que se esforcem por fazerem o mal, Deus não lhes permite chegar ao ponto de everterem toda justiça; há sempre de restar ainda um traço de bem. (Calvino, Sermão XI sobre 1 Timóteo 2.1-2)
- O profeta não diz sem causa que é aos pobres e oprimidos que os governos justos foram comissionados como defensores... (Calvino, Comentário ao livro dos Salmos, 82.3)
- O profeta diz que os conselheiros dos reis e os juízes... têm entendimento com os ricos, que exercem sua rapinagem sobre os pobres... (Calvino, Lições... Os Doze Profetas, Am 4.1)
- Se nosso Senhor aflige algum país ou com a guerra ou com a fome, daí tirarão os ricos grande lucro. (Calvino, Comentários ao NT, Tg 6.1)
- Quando os pobres são sobrecarregados de impostos, é então que os outros se locupletam. É esse o vício que é denunciado pelo profeta. (Calvino, Comentários ao NT, Tg 6.1)
- Quando os estrangeiros e as viúvas e os órfãos não são tratados iniquamente, é um sinal de verdadeira integridade. (Calvino, Lições, Jeremias, 7.6)
- Quando somos abastecidos de pão de que somos sustentados, de mister é que reconheçamos que isso nos provém da pura bondade do nosso Deus... (Calvino sobre a Harmonia dos Evangelhos, Mt 4.2-4)
- Se nos desbordamos em intemperança, quando Deus nos envia abundância de pão e vinho, bem merecemos que a fome e a indigência nos remediem a gula e dissolução. (Calvino, Lições... Os doze profetas menores, Am 8.11)
- Realmente, impossível não é sirvam os ricos a Deus; verdade é, no entanto, que quem quer que se faz escravo às riquezas, ... ao domínio de Deus se subtraia. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 6.24)
- Não que usar das coisas um pouco à larga seja coisa em si condenável, mas cobiça é sempre danosa. (Calvino, Sermão XLVIII sobre Timóteo, 6.3-7)
- Nada possuo senão da mão de Deus... (Calvino, Sermão XLIV sobre a Harmonia dos Evangelhos, Mt 3.9-10)
- Que ninguém seja tido como separado, antes, saibamos que Deus misturou os ricos e os pobres... a fim de que tenhamos ocasião de fazer o bem. (Calvino, Sermão XLIV sobre a Harmonia dos Evangelhos, Mateus, 3.9-10)
- Cristo adverte que aqueles que se apegam às riquezas, o coração deles renuncia ao Senhor... (Calvino, Comentários ao NT, Mt 6.24)
- De boca todos confessam que Deus não é... bem servido a menos que haja inteira afeição, mas, de fato, o negam querendo acoplar... coisas de todo contrárias. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 6.24)
- Se Deus somente é quem provê todas as coisas necessárias à vida, é tranferir-Lhe seu ofício às riquezas, quando nelas pomos nossa esperança. (Calvino, Comentários ao NT, 1 Tm 6.17)
- Aqueles que possuem riquezas,... dêem-se conta de que a abundância não se destina à dissolução,... pelo contrário, é-o para ir-se ao encontro da necessidade dos irmãos. ( Calvino, Comentários ao NT, 2 Co 8.15)
- Os ricos receberam maior abundância, com esta condição, que sejam ministros dos pobres... (Calvino, Comentários ao NT, At 11.29)
- Deus põe em suas contas, como se Lhe houvéssemos dado a Ele Próprio, aquilo que damos a um pobre. (Calvino, Sermão CXLI sobre Deuteronômio 24.19-22)
- Deus ordena que se tenha a mão aberta, isto é, para com pobres que habitam entre nós... (Calvino, Sermão XCV sobre Deuteronômio 15.11-15)
- Se bem que Cristo a todos chama a Si, (os ricos) no entanto, não se querem sujeitar a Ele, antes, recusam-se a render-Lhe obediência...(Calvino, Comentário a Isaías, 11.4)
- Não há dúvida de que os pobres são chamados aqueles dos quais a condição é miserável e desprezível e são em nada estimados. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 11.5)
- É um mal comum a quase todos o fiar-se em suas riquezas... entretanto, esta tentação assedia também ao pobre... (Calvino, Comentários ao NT, Mt 19.23)
- Ofício próprio de Deus é tomar a causa dos pobres. (Calvino, Comentário ao livro dos Salmos, 140.13)
- Nosso Deus... Se constitui devedor em lugar do pobre para retribuir-nos de uma vez com amplos juros tudo quanto lhe damos. (Calvino, Comentários do NT, 1 Co 16.2)
- Embora os pobres se desincumbam mal de seu dever e não nos mostrem reconhecimento, nem por isso devemos deixar de fazer o que Deus nos ordena... (Calvino, Sermão CXXXIX sobre Deuteronômio 24.10-13)
- Ser pobre não é tudo. Pobres há muitos que nem por isso se fazem necessariamente humildes; pelo contrário, resistem a Deus tanto quanto possível lhes é. (Calvino, Sermão XXXVI, sobre Deuteronômio 23.24-25)
- A igualdade deve ser mantida de tal modo que ninguém seja deixado na penúria e que ninguém esconda sua abundância, defraudando a outrem. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 14.18)
- Somos ensinados a reconhecer que tudo quanto parecemos adquirir pela nossa própria diligência d´Ele procede. (Calvino, Comentários do NT, Mt 6.11)
- Cristo não pode estar dividido. A fé não pode ser despedaçada. (Calvino, Comentário a Efésios, 4.5)
- Apóstolos, profetas, evangelistas e pastores existem para edificar e restaurar o corpo de Cristo, até que ele chegue à unidade da fé. (Calvino, Comentário ao Evangelho de João, 17.21)
- Devemos ter em mente que a vida da Igreja não é possível sem ressurreição. (Calvino, Comentário, Miquéias, 4.6)
- Se temos conflitos e discórdias entre nós, é por nossa causa que Cristo Jesus é rasgado em pedaços... (Calvino, Pequeno Tratado da Santa Ceia)
- Não devemos nos separar levianamente daqueles a quem o Senhor nos uniu por companheirismo, em sua obra. (Calvino, Carta a André Zébédée, 1539)
- Ainda que alguns pontos da doutrina não sejam totalmente puros, isso não deve ser considerado um impedimento para a unidade... (Calvino, Carta a Farel,1538)
- Na liturgia anglicana, tal como me descrevestes, percebo que havia muitas coisas tolas que podiam ser toleradas. (Calvino, Carta de 1555)
- Estando divididos os membros da Igreja, o corpo fica sangrando. Isso me preocupa tanto que, se eu pudesse prestar algum serviço, não hesitaria em atravessar até dez mares... (Calvino em carta de 1552 ao arcebispo anglicano Thomas Cranmer)
- Antes de estarmos preparados para orar como convém, precisamos ter a comunhão e união que Deus requer de nós. (Calvino, Sermão VI, 1 Timóteo, 2.8)
- A palavra VOCAÇÃO quer dizer chamado... e implica em que Deus faça sinal com o dedo de diga a cada um: quero que vivas assim ou assim. (Calvino, Sermão XLIV sobre a Harmonia dos Evangelhos, Mt 3.11-12.
- É necessário que Deus marche adiante, como se a Si nos chamasse e nós seguíssemos o caminho que por Sua Palavra nos mostra. (Calvino, Sermão XXXI, sobre Efésios 4.26-28)
- Senhor, dá meios de fazer o que ordenas e ordenas o que queres que se faça. (Calvino, Comentários aos cinco livros de Moisés, Ex 31.2)
- Nada há mais oposto à própria natureza que consagrar a vida a beber, comer e dormir, sem, contudo, indagar quê faremos? (Calvino, Comentários aos cincolivros de Moisés, Gn 2.15)
- Deus nada deve a ninguém; por isso que somos Seus, pode Ele requerer de nós todo dever como pertencendo-lhe de direito. (Calvino, Comentários ao NT, Mt 20.1)
- Necessário é que Deus seja por nos reconhecido como Pai, para que herdeiros Lhe sejamos, e Cristo Cabeça, para que aquelas coisas que são Suas, nossas sejam feitas. (Calvino, Comentários ao NT, 1 Tm 4.5)
- É preciso ... para que a vontade de Deus reine sobre nós e sejamos inteiramente esvaziados de nossa razão própria a fim de sermos replenificados da sabedoria de Deus. (Calvino, Comentários ao NT, 1 Co 3.18-19)
- Dom de Deus são as artes liberais e todas as ciências mercê das quais se adquire alguma prudência; têm elas, porém, seus limites... (Calvino, Comentários ao NT, 1 Co 3.18-19)
- A natureza do homem, embora decaída de sua integridade e consideravelmente corrompida, não deixa, todavia, de ser adornada de muitos dons de Deus. (Calvino, Institutas, II, II, 15)
- Se reconhecemos o Espírito de Deus como fonte única de verdade, não menosprezaremos a verdade onde quer que ela se mostre... (Calvino, Institutas, II,II,15)
- Quaisquer que sejam os dons que o Senhor nos tenha outorgado, saibamos que eles nos são dados à guarda como dinheiro, a fim que daí provenha algum ganho e lucro. (Calvino, Comentários do NT, Lc 19.13)
- A invenção das artes e outras coisas que servem ao uso comum e ao conforto desta vida é um dom de Deus que não é de desprezar e uma virtude digna de louvor. (Calvino, Comentários aos cinco livros de Moisés, Gn 4.20)
- Mostra-se o corpo humano obra tão singular que bem nos merece o autor admiração incontida. (Calvino, Institutas, I,V,2)
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FONTES PARA AS CITAÇÕES DE JOÃO CALVINO:
-O Pensamento Econômico e Social de Calvino. André Biéler. S. Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1990.
- Santa Conspiração – Calvino e a unidade da Igreja de Cristo. Lukas Vischer. Caderno de O Estandarte, out. 2004.
- João Calvino – Textos Escolhidos. Eduardo Galasso Faria (ed.). S. Paulo, Pendão Real, 2008.
Colaboração do Rev. Eduardo Galasso
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