Alvorada: O escambo do séc. XXI

Abril
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Alvorada 2011_11_12A jornalista Fabiana Lopes de Souza fala sobre consumo colaborativo como uma alternativa para o consumismo sem limites e a degradação do meio ambiente


Desde o pecado de Adão e Eva, o ser humano traz consigo a cobiça e a obstinação por acumular riquezas e por fazer do verbo “ter” o sinônimo do verbo “ser”. Esse desejo humano não é novo e é tratado diversas vezes na Bíblia, porém, entre as muitas transformações já vividas pela sociedade, vivemos hoje o ápice da cultura do consumo, inserida em um mundo capitalista totalmente voltada para o eu e que, por muitas vezes, ignora a responsabilidade sustentável.

O Rev. Ricardo Agreste, da Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campinas, fala com propriedade sobre esse cenário em que estamos inseridos. Na série Uma Igreja na Cidade, implicações na ecologia, ministrada em sua igreja no dia 17/7/2011, ele lembra que, como cristãos, é preciso encarar essa realidade com maior preocupação e responsabilidade, já que, quanto mais se consome, mais se degrada o meio ambiente.

“Assim como Deus criador produziu por seis dias e descansou no sétimo, ele convida o ser humano a ter limite na produção. Se as indústrias não trabalhassem 24 horas por dia, nós teríamos um ambiente mais equilibrado, consumiríamos menos energia e teríamos menos rios poluídos”, diz. Segundo ele, em Êxodo 23.10, a palavra de Deus deixa claro que é necessário limitar a demanda e a produção: “Plantem e colham em sua terra durante seis anos, mas, no sétimo, deixem-na descansar sem cultivá-la”, disse.

Neste contexto, já há algumas alternativas para aqueles que se preocupam com essa demanda e produção crescente, e com a finitude dos recursos naturais. Uma das novidades é o consumo colaborativo, tendência na Europa e modelo que começa, ainda que devagar, a chegar aqui no Brasil.

Leia a íntegra da matéria na Revista Alvorada de Novembro-Dezembro de 2011

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A Fabiana é jornalista