Consulta missionária aborda “o maior desafio deste tempo”

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“O maior desafio deste tempo”. Assim a Segunda Igreja Presbiteriana Independente de Maringá definiu o trabalho com imigrantes e refugiados no mundo hoje. E este foi o tema da Consulta Missionária realizada pela referida igreja em setembro. A consulta reuniu tanto imigrantes e refugiados quanto brasileiros cristãos.

 

Algumas das perguntas foram feitas na consulta:

“Quais as razões para o aumento da imigração?”

“Como vivem os imigrantes e refugiados?”

“Como pastoreá-los?”

“O que a Bíblia ensina sobre este desafio?”


Naamã Mendes, pastor titular da 2 IPI, abordou os problemas emocionais de quem é imigrante e listou oito fatores que geram estresse na vida do imigrante: separação forçada da família, perigos da viagem, isolamento social, luta pela sobrevivência e falta de oportunidades, sentimento de falha nos objetivos da imigração, diminuição do status social e enfrentamentos das atitudes discriminatórias. Ele propôs também que as igrejas criem centros de cuidado e ofereçam orientações socioculturais e jurídicas, educação (idioma, fé cristã e profissional), assistência emocional e criação de espaços acolhedores.

Outro pastor da 2 IPI, Ed Mariano da Silva, abordou o aspecto do choque cultural que o imigrante sofre e defendeu que a igreja promova a integração cultural baseada no amor cristão como resposta a esse choque que o estrangeiro vive.

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O professor de teologia, Roney de Carvalho, deu um panorama bíblico sobre os refugiados e enfatizou a responsabilidade da igreja em acolhê-los.

Erick Peres, diretor da ONG No More, que acolhe cerca de 300 imigrantes em Maringá, abordou quais as políticas públicas disponíveis para os estrangeiros que chegam ao país em situação de emergência. Segundo ele, toda a ação governamental está baseada nos seguintes eixos: assistência social e justiça, saúde, educação, trabalho e cultura.

O segundo dia (domingo) da consulta missionária aconteceu nos horários de cultos da 2ª IPI e então conseguiu reunir um número maior de cristãos. A pregação ficou por conta do missionário e fundador da ONG Dignitá, José Prado, que informou, em número, qual o tamanho do desafio das imigrações forçadas. “24 pessoas por minuto são forçadas a fugirem de suas. Nós podemos intervir, abençoar e fazer diferenças nestas vidas”, disse. Prado contou diversas histórias de imigrantes e refugiados que ele precisou acolher em São Paulo, alguns deles muçulmanos. Também relevou que muitas meninas em campos de refugiados são “moeda” para redes de tráfico de órgãos humanos. E então finaliza com a seguinte pergunta: “se estas redes malignas conseguem chegar lá, por que a igreja não consegue?”.

A consulta contou com a presença de cerca de 50 venezuelanos, haitianos, nigerianos e dominicanos que moram em Maringá.

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O evento foi promovido pela 2ª IPI, em parceria com a ONG No More.

Erick Perez afirmou que as ações da igreja são em prol de “criar esse diálogo entre a cidade e os refugiados de vários países, para entendermos seu contexto atual, o contexto de seus países e criar pontes”.

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A Paraná TV, filiada da TV Globo na cidade, fez uma matéria sobre a consulta, que você pode conferir clicando na imagem abaixo.

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Texto: Lissânder Dias
Matéria enviada por Erick Pérez Ortuño, Dpto. de Mídia da 2ª IPI de Maringá - contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.